segunda-feira, 26 de julho de 2010

Gamers: Somos loucos? - Parte 3 Finale


Olá pessoal! Estive comentando nos posts anteriores sobre as dificuldades que nós, amantes dos games, passamos com uma sociedade que se faz de cega e surda diante de fatos. Mas, que fatos são esses? Em uma única frase, já foi comprovado que:

O Videogame é uma atividade saudável e melhora a sua inteligência, sua visão e percepção das coisas ao seu redor, além de seu rendimento sexual.

Puuuutz, até mesmo o rendimento sexual é melhorado! Foi comprovado que os "nerds" ou os entisiastas de tecnologia possuem um desempenho melhor na cama. Note-se que entre as pessoas envolvidas estão desenvovedores e designers, entre outros. Curiosamente, tais pessoas também tem uma atração por games.

Ah, e se você duvida, leia esse artigo e esse artigo.

Voltando ao tema aqui, eu me orgulho de ser um gamer e de ter um trabalho voltado a isso. Já mostrei as maravilhas dos videogames para muitos amigos, que atualmente, seguem o mesmo caminho "gamístico" que eu. Tenho dois irmãos que adoram jogar, principalmente jogos violentos como GTA. E tudo por minha influência. Eles são bem saudáveis e simpáticos.

Muitas mães já desejaram a minha morte depois que mostrei como um videogame pode ser divertido para seus filhos. Sinto essas ondas de fúria até hoje, e também vejo os frutos: Mais e mais pessoas se entretendo com seu jogo favorito. Parece que sou visto como um "traficante" que viciou seus filhos, o que me deixa triste.

Mas eu cresci, e essas pessoas também crescerão. Assim como a "velha guarda" dos anos 70 e 80, hoje são pessoas capazes de lutar por um ideal, a nova geração gamística também crescerá. Vários "Moacyrs" se levantarão e dirão com mais certeza "que:"

- Videogame não é bobagem.
- Videogame é arte.
- Videogame é emoção.
- Videogame é tensão.
- Videogame é vitória e derrota, é esporte.
- Videogame é cultura: Você aprende inglês por ele (eu aprendi e falo muito bem), aprende costumes de outros povos e aprende história (jogos da Segunda Guerra, por exemplo).
- Videogame é diversão: Não nada mais gostoso que juntar um bando de amigos e jogar até altas horas.
- Videogame tem tradição
- Videogame tem história
- Videogame gera empregos
- Videogame sustenta famílias: Se você duvida, pergunta para algum desenvolvedor de jogos, ou outro profissional da indústria e da imprensa. Salvo exceções (Brasil), onde jornalismo de games é um sacrifício de se fazer.
- Videogame influencia a economia de um país: Ou você acha que um jogo que vende 5 milhões de unidades a US$ 50 (apenas unidades originais), não influencia no PIB de um país? Só se US$ 310 mihões não significar muito para você. Detalhe: Essas são as vendas de um único dia, (fonte) de CoD Modern Warfare 2. Imagine em um ano (365 dias).

Além disso, posso muito bem mostrar que eu, você leitor e gamer, e toda a comunidade que luta por um preço justo nos jogos, e que deseja mostrar a maravilha de um belo jogo a alguém que não sabe apreciar um bom título, que nós:

- Não somos retardados
- Não somos anti-sociais por causa dos games (se a pessoa for, outros fatores ajudaram a isso)
- Gostamos de sair para eventos e conhecer gente nova
- Nós namoramos
- Nós casamos e temos famílias (de gamers).
- Nós não somos perfeitos
- Nós somos tão bons quanto os que não jogam videogame (em alguns casos podemos ser melhores, ou piores)
- Nós podemos ser amigos


Você, que nunca jogou videogame na vida, nunca é tarde. Por que não tenta? Muitos pais de família são jogadores "viciados", assim como eu sou. Pare de ver a roupa suja do seu vizinho pela janela. Pode ser que seja a sua janela que está suja.

Seja um gamer, seja um apaixonado pela vida. Nada melhor do que assistir um pôr de sol, sentindo um ventinho gostoso nos cabelos (eu não tenho cabelo, então digo "no rosto"), e logo após isso, tirar uma partida de Team Fortress 2 ___________ (inclua seu jogo favorito aqui).

Bom gente, é isso. Já passaram por uma experiência semelhante de discriminação por ser gamer? Vamos trocar idéias e vamos nos unir ao Projeto Jogo Justo. Criado por gamers, para os gamers.

Termino com um vídeo que mostra que: Videogame é sim, cultura. Assistam e reflitam:




Um grande abraço, irmão gamer!

Gamers: Somos loucos? - Parte 2


No último post comentei sobre uma entrevista feita com Moacyr Alves, no programa Dia Dia da Band, que tentava mostrar o gamer como um jogador dependente e que precisasse de um tratamento. Assim que vi o vídeo, gravado em 2009, me lembrei de vários momentos que passei em minha vida pessoal apenas pelo fato de eu gostar de games.

E eu não sou o único. Todo mundo que gosta de video game, sem exageros, todas as pessoas que jogam videogame, são consideradas, em alguma vez na vida, pessoas que precisam de ajuda. Se o menininho gosta de jogar na casa dele, ele precisa de ajuda, porque o correto é ele ficar na rua com seus amiguinhos jogando futebol e empinando pipa (ou papagaio, dependendo da região). Essa é a imagem do brasileiro saudável.

Querem saber de uma coisa, caros leitores? Antes mesmo de eu sequer pensar em ter um video game, eu já ODIAVA jogar futebol, e ODIAVA empinar pipa, coisas que não suporto (e nunca me dei bem) até hoje. É uma coisa minha, e respeito que gosta. Mas isso não fez parte de minha infância e não me arrependo disso. Repito: Isso foi ANTES de eu jogar videogame, e eles não foram a causa de eu sentir repulsa por essas atividades.

Tenho uma amiga chamada Stephanie (bjos!), e ela adora videogame, desde criança. Joga muita coisa, talvez até melhor do que eu. Segundo ela, quando vai participar de campeonatos de games por ai, e ela dá um coro nos rapazes, começam a chamá-la de "Maria Macho".

Sim, além de loucos anti-sociais, ser gamer também é sinônimo de homossexualismo, na visão de muitos.

Outro caso semelhante ao que aconteceu no programa da Band, foi um desses programas matinais que passava na Rede Record há alguns anos atrás, onde no mesmo tema (videogme e seu vício), mostravam um menininho gordinho, com óculos, e jogando numa TV. Só lembrava das caretas que o gordinho fazia enquanto jogava, parecendo um cara quando tem um ataque epilético. Me lembro dessa cena como se fosse ontem.

Nesse tempo eu percebi que eu não era o único que passava por discriminações por gostar de games. Muitas pessoas também. É triste que as pessoas que não jogam não consigam ver os games da mesma forma que nós. Quando eu compro um jogo, fico maravilhado com sua história, seus gráficos, sua música, cada pedacinho de uma obra que levou meses ou anos para ficar pronta. Naquela tela, você vê o resultado de horas de sacrifício e dedicação, depositados.

São gastos milhões de dólares, horas de sono e tendões na digitação, assim como estou fazendo agora, quando eu deveria estar "de molho". Tudo isso é movido por uma coisa: O amor aos games.

Na terceira parte desse post, vou citar brevemente alguns casos curiosos que já passei, e encerrar esse assunto. Até lá!

Gamers: Somos loucos? - Parte 1


Aqui estou eu, desobedecendo a ordem do meu médico para ficar longe dos teclados e de qualquer coisa que venha a inflamar mais os meus tendões. Mas eu vi algo na tarde de hoje (26/07) que me fez pensar muito, e decidi que vale a pena gastar um pouco mais do meu músculo em uma coisa que eu gosto, e que respeito: O videogame.

Primeiramente, falarei de mim: Eu tenho 26 anos, sou formado em Administração de empresas, e atualmente trabalho como escritor em vários sites na internet, um deles é o Fliperamablog, que fala justamente do tema que mais me apeteço no quesito "entretenimento" (o que já pode abrir espaço para piadinhas, que citarei logo abaixo). Gosto de sair para festas, ir em eventos e me amarro em informática.

Falando dos games, eu sou um jogador "viciado". Passo de 4 a 5 horas (quando o tempo permite) jogando alguma coisa, e um dos meus jogos favoritos é Team Fortress 2. Eu também gosto muito de ler, principalmente notícias, e por isso gosto de me informar sobre a indústria dos games e o mundo em geral.

Dadas as informações acima, pergunto a você, caro(a) leitor(a): Que tipo de pessoa é essa?

- Um profissional da área de gerenciais?
- Um escritor (que tenta ser) famoso?
- Um "sem vida social" que só sabe jogar videogame?

Se sua resposta foi a terceira, então recomendo que leia até o final para saber algumas verdades que sempre estiveram diante de você, mas que ainda não foram aceitas por alguma razão.

Primeiramente, uso como base o post feito pelo blog Girls of War, que mostra uma matéria que foi feita no programa "Dia Dia" da TV Bandeirantes em abril de 2009. Onde levaram o psicólogo Aderbal Vieira Júnior. Notem que destaquei a palavra "Psicólogo" por uma razão. E também foi convidado para o programa o Colecionador de jogos Moacyr Vieira Júnior, que também é o idealizador do projeto Jogo Justo, que você, amante dos games, deve colaborar.

A intenção do programa era mostrar como as pessoas que jogam muito videogame se tonam anti-sociais e que podem ser classificadas como "dependentes". Vejam o vídeo a seguir:





Agora vamos analisar o vídeo. Vejam que as apresentadoras tentam de qualquer forma mostrar que o Moacyr é um doente anti-social, mas ele manteve uma postura muito comum em nós que passamos horas jogando. E o melhor, foi quando falou que até sua esposa joga junto com ele e sua filha, além de preferir as atividades caseiras (como o vídeo game) ao invés de ficar na rua, com toda a violência que existe hoje em dia.

Depois de verem que o Moacyr não se mostrava como elas gostariam que fosse, ou seja, um psicótico por games, elas pararam de entrevistá-lo e falaram apenas com o psiquiatra, como elas o chamam. Mas perai, ele não era um psicólogo? Para você ver como querem nos taxar como "loucos".

O legal também foi o doutor dizer para a apresentadora o seguinte: "Ele sabe quanto tempo ele joga, logo, ele controla o vicio dele…"

Queriam mostrar para o público a imagem de um gamer doente, só que nem a "linguinha de fora" apareceu. Uma vitória para os Gamers, que sempre são considerados como desequilibrados emocionalmente e socialmente por causa de seu passatempo.

Na segunda parte do post, falarei um pouco mais sobre isso, aguardem!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Indústria de Games: Entendendo o mercado injusto e caro



 
Gente, vou escrever um bocado nesse post, então desejo a todos uma boa leitura!

Tive a idéia de escrever esse post depois que tive uma conversa com uma amiga minha, e comecei a lembrar de outros momentos que essa discussão veio à tona, sobre a indústria de jogos, e algumas idéias loucas que o pessoal da indústria faz na mídia e causa uma certa polêmica. Então, vou comentar algumas realidades que sempre estão lá, mas que não são muito boas de se ver. Vamos lá!

Introdução
Eu lembro que quando eu era criança, os jogos de videogame eram bem simples, a ponto de uma única pessoa conseguir produzi-lo. Falo da geração Atari 2600 para trás, onde os jogos realmente eram sinônimos de "passar a tarde com os amigos na sala de casa jogando". Ok, o tempo passou e os jogos foram melhorando, os consoles, acessórios... e hoje vemos um mercado que gera milhões de dólares mensalmente, influenciando na economia de um país.

Será que os valores que tínhamos na época do Atari 2600 ainda se mantém nos dias de hoje, mesmo em plataformas com jogos casuais, como o Nintendo Wii? O comportamento dos produtores de jogos mudou com o passar dos anos? Se tornou mais egoísta ou está apenas "evoluíndo"? É o que vamos discutir nesse post.

Indústria de Games: A Evolução
Assim como tudo nesse mundo, a própria vida, a tecnologia e tendências, o mercado também passa por uma evolução. Começa de uma forma modesta e tímida, e depois vei melhorando até atingir um nível de excelência e qualidade superior. Vamos falar de algumas indústrias que se destacam na economia, como a indústria cinematográfica e a indústria de games, o foco da conversa.

Como uma empresa evolui? Simples, começando "de baixo". Seu Manoel começa a vender cachorro quente. Os lanches são deliciosos, e logo seu público cresce de maneira surpreendente. Com o tempo, a demanda é tão grande que o Seu Manoel precisa de um ajudante, e um novo "carrinho" de hot-dog. Depois, contrata mais um ajudante, e cada um trabalha em pontos estratégicos da cidade, aumentando a clientela. E assim vai crescendo a rede de revendedores do Seu Manoel, e seus hot-dogs. Com a indústria de games é igualzinho.

A produtora faz um jogo, tem um trabalho desgraçado pra convencer alguém a patrocinar o projeto e quando consegue, começa uma pequena produção e distribuição do jogo. O cliente compra, e gosta do jogo, ele é muito bem feito. Sua demanda aumenta e os lucros também, pois cada vez mais jogos são vendidos. A equipe de produtores aumentam e eles se mudam para um prédio maior, com mais espaço.

Depois da equipe crescer, precisam criar algo novo, para se manterem líderes nas vendas e assim, obter mais recursos financeiros para produzir um jogo com gráficos melhores. Quebram a cabeça e desenvolvem uma sequência do primeiro jogo de sucesso. Eles já tem confiança do público, devido ao sucesso do primeiro jogo, então as vendas fluem mais facilmente. Mas se a produção do jogo for inferior, será um problema.

Contudo, o novo jogo é um sucesso ainda maior, com seus gráficos impressionantes e seu enredo emocionante. Nasce então uma "franquia de sucesso".

Depois disso, a evolução continua, e a empresa cresce cada vez mais e se torna referência na indústria de games. Eu gosto de comparar a indústria de games com a indústria cinematográfica, já que atualmente, ambas possuem produtos que custam milhões de dólares para ficarem prontos.

Pensando como Desenvolvedor
Ok, nessa parte muita gente vai discordar do que vou dizer, mas é a verdade que muita gente não gosta de aceitar. Você, colega programador de alguma coisa, que está lendo esse blog. Já pegou algum trabalho que você gastasse horas a fio dedicados a ele e torrasse seus miolos para deixar o resultado mais funcional possível? E para todas as profissões, em seus momentos de "ralação", em que vem na cabeça aquele famoso pensamento: Putz, trabalho pra caramba e não ganho merda nenhuma pra isso. Gostaria de ganhar mais, de forma que seu esforço valesse a pena? Bacana, os produtores de jogos também pensam assim, como qualquer ser humano que trabalha igual mula.

E nesse mundo injusto em que vivemos, temos um inimigo/aliado chamado "pirataria". Digo "aliado" por causa de outro assunto que será discutido em um post futuro, voltado mais pro lado cultural. Enfim, a pirataria literalmente rouba o dinheiro de quem se mata produzindo um jogo e deseja vê-lo arrebentar nas vendas, e assim ter o seu dinheiro, seu lucro, e expandir seu negócio (lembre-se do que comentei acima, do homem do cachorro quente, um modelo básico de mercado). Pirataria enfurece o criador de uma obra, seja um jogo, seja uma roupa, seja um livro (existe distribuição ilegal de livros, mas nem vou entrar em detalhes), etc.

Como contornar essa situação? Conforme já vi em algumas declarações de profissionais da área de games, o jeito é investir no Multiplayer, que só é acessível pelo jogo original.

Mas só isso não basta! As empresas que no passado eram pequenas, hoje em dia são grandes e proporcionalmente, quanto maiores as estruturas, maiores são seus custos de manutenção. Mesmo com um jogo online disponível no jogo oringial, os lucros já não cobrem os gastos (e prejuízos) com estrutura da empresa (e pirataria). Precisam de mais dinheiro para não terem problemas futuros e contuinuar a produzir jogos com a mesma qualidade, pois qualidade inferior o cliente não compra. Aí vem um momento de desespero. Mais uma solução:

Jogos por Assinatura

Os jogos por assinatura (em sua maioria MMORPGs) têm sido o "carro-chefe" de muitas produtoras de jogos na indústria, por causa de seu modelo de negócios, baseado em "micro transações". Conhece aquele velho ditado que diz: "De grão em grão, a galinha enche o papo"? Se encaixa perfeitamente nessa forma de ganhar recursos financeiros para a produtora.

Recentemente, não apenas os jogos de MMORPG estão agindo assim, existem empresas que cogitam em implantar um serviço de assinatura para jogos de tiro em primeira pessoa (FPS), como uma forma de aumentar seus lucros. Isso já havia sido previsto por Michael Pachter, outro cara que é crucificado pelos jogadores por suas declarações polêmicas.

E quero deixar uma coisa bem clara: No post anterior, algumas pessoas me disseram que não ficou bem claro se eu era a favor ou contra as idéias de Pachter, então vou ser mais direto dessa vez: Sou totalmente a favor das coisas que ele fala, mesmo que para nós pareçam medidas caras e egoístas. Pois ele pensa no lado do desenvolvedor que rala seu tempo e se dedica a produzir um jogo decente.

Produtos Premium
Quem não gostaria de ter uma Ferrari, um Lamborghini ou um Porsche, por exemplo? Um carro de luxo? Se tivesse grana, pagaria por ele? E um relógio Rolex, ele marca a hora como qualquer outro relógio de R$10, mas tem "status", é um "produto premium". As pessoas não compram um Rolex, ou um dos carros citados acima por ter uma qualidade superior, isso é baboseira. Elas compram pelo status que ela dá ao seu dono, e estão dispostas a pagar horrores por um  produto.

No mundo dos Games, existe algo parecido com alguns jogos. Tem jogos que custam US$ 60 ou algo perto disso, em canais de distrubuição digital, o que é um preço absurdo. Jogos que custam tudo isso, tem algo em comum: Nome de franquia famosa. Exemplos: Splinter Cell (Ubisoft), Prince of Persia (Ubisoft) e Call of Duty (Activision)

Tais jogos começaram modestos, e baratos (compare com a história do hot-dog, modelo básico), e o sucesso angariou mais clientes, fãs e lucro para a empresa. E para acompanhar a evolução natural do mercado, mais recursos financeiros são necessários. E como tais nomes ganham grande referência no público, se tornam produtos Premium, e a empresa tira proveito dessa situação, por descobrir que seus fãs pagam preços assim sem reclamar. Se for um jogo com multiplayer por assinatura mensal então, melhor ainda!

Mas Hawk, tem produtores que vendem milhões de jogos e não cobram nada por conteúdos extras
Concordo com esse argumento, que já estou careca de ver em vários lugares. Será que essas empresas "se preocupam mais com o consumidor"? A resposta é não. Aprendam uma coisa, quando o assunto é "mercado":

NÃO EXISTE EMPRESA GENEROSA

Literalmente, não existe. O que existe são formas diferentes de negócio, umas mais agressivas, outras menos, mas todas abordam um único objetivo: Lucro. Sem lucro, não existe dinheiro para os acionistas, que confiaram no sucesso de uma companhia. Sem lucro, não tem o "algo a mais" no final do mês para dizer que "o trabalho está valendo a pena".

Assim como existem jogos online por assinatura, também existem os DLCs (conteúdo adicional baixável) que são pagos e os que são gratuítos, dependendo da empresa.

A empresa que cobra pelos DLCs está correta?
Sim, está. 
Motivo (Um dos):
Provavelmente, ela está passando por uma situação financeira não muito agradável e está sendo pressionada pelos seus acionistas, que no mínimo, querem o dinheiro investido na empresa de volta para eles, nada mais justo. Eles confiaram em um trabalho e deram um dinheiro, torcendo para um retorno positivo. Não se trata apenas de uma questão de "ganância", mas de necessidade de gerar mais recursos financeiros.

E a empresa que distribui DLCs gratuitamente, está correta?
Também está.

Motivo (Um dos):
A empresa que age dessa forma, normalmente teve uma história diferente de uma empresa que cresceu baseada em capital vindo de acionistas. Geralmente, existe um produto ou serviço muito atraente e que através dele, os recursos financeiros principais da empresa são gerados. Gosto de dizer que eles foram "bem afortunados" por terem uma idéia inovadora. Não se trata apenas de "generosidade", apenas uma alternativa que até o momento não é explorada. Mas o mercado pode mudar, e surpresas podem aparecer, lembrem-se disso.

Conclusão
Depois de mostrar um pouco de cada lado, vemos que uma empresa muitas vezes recebe fama de "malvada" por pura trolagem de um público que não se preocupa com o desenvolvedor, e com o trabalho que tem em manter uma organização que movimenta milhões de dólares em vendas, e tem "mais milhões" de dólares em despesas e prejuízos no mercado cinza.

Por outro lado, eu não vou ser hipócrita e dizer que, como consumidor, gostaria de pagar mensalmente pelo meu jogo favorito (no meu caso, Team Fortress 2). Ninguém gostaria de pagar mais por algo, a não ser que passe uma sensação de "status" e que isso convença algumas pessoas a abrir a carteira para tanto. Quero jogos grátis, quero serviço de qualidade e que melhorem cada vez mais.

Mas pagar todo mês? Tô fora!! (visão de consumidor).

Quem dera as coisas fossem tão fáceis assim de serem decididas. Deve ser mais fácil vender cachorros quentes gostosos em todo o país.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Michael Pachter: Odiado por gregos e troianos



Nesse post eu vou comentar sobre uma área que, modéstia  à parte, tenho alguns argumentos a mais: Vou falar de Games! Quase nunca falo disso, não é mesmo?

Brincadeiras à parte, hoje de manhã eu vi um post que me deixou indignado. Resolvi escrever aqui no blog logo depois de ler as barbaridades do post (estou fazendo suspense) que irei mostrar logo logo, mas eu pensei melhor e resolvi continuar o meu dia, em paz e tranquilo. Mas algo me incomodava.. Preciso me expressar um pouco.

Enfim, vi esse post no site GameVício, onde em resumo, o analista financeiro do mercado de games, Michael Pachter, diz que achou o Need for Speed: Hot Pursuit, apresentado na E3 2010, foi o jogo que mais lhe chamou atenção, e que provavelmente os jogadores gastarão bastante dinheiro nesse jogo, o que seria bom para a companhia.

Até ai tudo bem, é a opinião do cara e ele costuma ser meio polêmico no que ele diz a respeito de situações da indústria de jogos, que atualmente pode se equiparar com a indústria de filmes, tendo em vista jogos que custam US$ 100 milhões para ser produzido. Pachter tem a fama de "falar besteiras", ao menos na concepção dos leitores, e algumas de suas declarações até são meio duras de aturar, mas uma coisa nele me admira:

Ele é "pró-publisher", ou seja, está do lado do desenvolvedor, dos designers e da equipe de dezenas de profissionais que gastam horas e horas, durante meses e anos para fazer um jogo decente e colocar no mercado, mercado esse cheio de lacunas graças à pirataria de jogos. Pachter pensa mais no desenvolvedor de jogos e o que beneficiaria a eles, do que os jogadores. Por isso ele é odiado.

Jogo de graça todo mundo quer ter, não é? Um modo multiplayer que tenha uma taxa mensal a ser paga ninguém gostaria, nem mesmo eu, que joga horrores na internet e 90% do tempo é em multiplayer. Mas se pararmos para pensar no lado dos desenvolvedores e, repito, no trabalho que envolve a criação de um jogo, o argumento de que um modo multiplayer possa ter assinatura mensal, pode até ser plausível, e atualmente alguns jogos funcionam dessa forma.

Por essa razão que eu gosto dos comentários que o Pach diz em seu programa no site GameTrailers, ele assumidamente não defende os jogadores, apoia as formas que as produtoras adotam para arrecadar mais receita em seus jogos, e também odeia jogadores de PC, assim como eu, pelo simples fato dos jogadores de PC quebrarem a motivação de muitas desenvolvedoras por causa dos malditos Torrents, também conhecido como "faca de dois gumes".

Ah, e para terminar, ele odeia fanboys. Não preciso dizer mais nada.

Eu sei que essas palavras não irão reduzir a quantidade de pessoas que o apedrejam, que o chamam de louco e outras coisas piores, mas creio que ter o bom senso de analisar o outro lado da moeda (produtoras), também é interessante. Até a próxima!

terça-feira, 22 de junho de 2010

6 - Diário Profissional: O Início



Estava começando a sentir falta de escrever aqui. Tive a idéia de escrever algumas coisas interessantes que já aconteceram em minha vida profissional até hoje, e dividir esses momentos com os leitores. Ah, uma coisa: Coloquei o título do post como "Diário", mas não seria bem um  diário, eu nem gosto de diários. É que não veio outra coisa na mente ao fazer o título, então ficou "diário" mesmo.

E é melhor eu fazer logo antes que eu me esqueça. Infelizmente um de meus defeitos é esquecer de coisas simples e só me lembrar delas quando já é tarde, odeio isso, mas desde criança sou assim. Aí fico parecendo meio "alienado" em certos momentos, isso é bem estranho.

Eu lembro de meu primeiro emprego como se fosse ontem. Foi em uma fábrica (fundo de quintal) de cintos. Fiquei cerca de seis meses por lá, e nesse lugar eu levei a sério a expressão "começar por baixo". Trabalhava muito e ganhava, literalmente, pouco. Menos de um salário mínimo (não preciso dizer se eu era registrado e tal).

As atividades que eu realizava nesse lugar eram as mais variadas, todo o processo para a fabricação de um cinto (e olha que o treco é demorado). Eu cortava uma peça grande de couro, passava cola de sapateiro nessa pedaço de couro cortado, depois cortava a peça de couro no formato de um cinto, outro cara costurava, depois colocava rebites e a fivela, depois fazia os furos, e empacotava. Era um processo trabalhoso de se fazer.

O momento que mais me recordo (ou em parte), foi um dia em que a cola de sapateiro acabou, e os patrões foram comprar mais. Ai eles trouxeram uma cola que veio lá do nordeste do país, de uma marca diferente. Quando abriram a lata, que cheiro forte saía de dentro dela! Nunca tinha sentido um cheiro tão forte de cola antes.

E não parou por ai. Quando a cola cheirosa foi aberta, um funcionário (éramos em 4 pessoas) e o outro colega foi passar a cola no couro que ficava em uma outra sala, sem janelas ou outra ventilação. Estávamos acostumados com isso, nunca passei mal por causa disso. Mas não tinha passado nem dez minutos, um dos rapazes que tinha ido até a outra sala chamou o pessoal de fora para ajudar o colega que estava passando mal lá dentro.

O patrão entrou na sala pra ajudar o colega que estava sentado no chão com tontura, enquanto isso mandaram os outros dois rapazes (eu e o outro cara), para terminar de passar a cola no couro, já que não podia demorar, senão a cola ia secar e estragar o couro. Comecei pensando que não ia acontecer nada, apesar do cheiro super forte da cola.

Mas isso durou pouco. Em poucos segundos, algo nascia dentro de mim. Foi uma sensação estranha que é difícil de explicar. Uma euforia sem igual explodiu dentro de mim, e só tive tempo de gritar: "ME AJUDA PORQUE NUM TO LEGAL, AHHHH", e me joguei em cima do couro melado de cola, dando risada igual a um... a um "nóia". Sim, posso dizer que eu já me entorpeci com elementos químicos por acidente.

A outra coisa que me lembro depois disso (tudo girava), foi que me levantei da mesa onde estava com o corpo estirado, e comecei a sair correndo até o portão da fábrica. Depois disso eu escalei o portão e comecei a gritar igual a um macaco revoltado em cima da árvore. Saltei do alto do portão e deitei de costas na calçada, olhando para o céu... não me lembro de mais nada. Depois de um tempo eu acordei e tomei um copo de leite (diz que evita tontura, discordo) e tirei o resto do dia de folga.

Foram poucos meses, mas essa foi uma das experiências mais bizarras que passei em público. Em breve eu comento outros casos interessantes que aconteceram em meus outros trabalhos, até a data de hoje. Até lá!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

4 - Fanboys - Parte 2 e mais idéias


Eu sempre tenho o hábito de escrever aqui nesse blog durante as altas horas da noite. Motivo? Tudo o que poderia acontecer no dia ja aconteceu, e normalmente já estou relaxado depois de uma boa janta e um bom banho. Assunto nunca falta.

Vou terminar o que prometi continuar no  post número 3 sobre Fanboys. na verdade não vou me extender muito em um assunto que quero ser bem curto e grosso, como fui no post número 3.

Fanboys é um tipo de fã que excede o simples hobby de gostar de algo, e chega a ponto de se tornar na maioria das vezes irritante com seus argumentos. Nada do concorrente presta, apenas seu produto favorito é o melhor e o resto é um lixo. Desde criança nunca gostei do jeito das pessoas que são verdadeiras fanáticas sobre algo que curtem, chegando a esse ponto do "fanboyismo", e sempre digo a mesma coisa para as pessoas que conheço que agem assim.

Eu sou um cara que joga muito Team Fortress 2 no PC. Adoro. Tenho duas camisetas do TF2, tenho um chaveiro do TF2, tenho uma caneca do TF2 (não estou brincando, eu tenho de verdade). Mas não me considero um fanboy de TF2, porque o jogo tem muitos defeitos, e consigo ver qualidades superiores em jogos concorrentes, mesmo assim não fico me sentindo um lixo desvalorizado quando outros jogos são "mais legais" que TF2 em algum aspecto. Mas são opiniões, e assim como as bundas, cada um tem a sua.

Agora, a E3 terminou. Não fui para lá mas fiquei acompanhando praticamente tudo o que saia nos sites para me manter informado. Gosto desse evento e todo ano eu fico assim. Agora, dá para continuar com o trabalho normal, e amanhã tem novidade bacana no Fliperamablog. Depois de muitas madrugadas trabalhando nas legendas de um vídeo, e o apoio dos "manos", finalmente ele está pronto!

Preciso também pensar em um texto (coisa muito difícil de eu fazer) para a redação que me solicitaram no meu curso, tenho o tema em mente mas preciso colocar em prática. O tempo voa, e as coisas mudarão, pessoas partirão e outras novas apareceção. Enfim, a vida está legal!

Até a próxima pessoal!