segunda-feira, 26 de julho de 2010

Gamers: Somos loucos? - Parte 2


No último post comentei sobre uma entrevista feita com Moacyr Alves, no programa Dia Dia da Band, que tentava mostrar o gamer como um jogador dependente e que precisasse de um tratamento. Assim que vi o vídeo, gravado em 2009, me lembrei de vários momentos que passei em minha vida pessoal apenas pelo fato de eu gostar de games.

E eu não sou o único. Todo mundo que gosta de video game, sem exageros, todas as pessoas que jogam videogame, são consideradas, em alguma vez na vida, pessoas que precisam de ajuda. Se o menininho gosta de jogar na casa dele, ele precisa de ajuda, porque o correto é ele ficar na rua com seus amiguinhos jogando futebol e empinando pipa (ou papagaio, dependendo da região). Essa é a imagem do brasileiro saudável.

Querem saber de uma coisa, caros leitores? Antes mesmo de eu sequer pensar em ter um video game, eu já ODIAVA jogar futebol, e ODIAVA empinar pipa, coisas que não suporto (e nunca me dei bem) até hoje. É uma coisa minha, e respeito que gosta. Mas isso não fez parte de minha infância e não me arrependo disso. Repito: Isso foi ANTES de eu jogar videogame, e eles não foram a causa de eu sentir repulsa por essas atividades.

Tenho uma amiga chamada Stephanie (bjos!), e ela adora videogame, desde criança. Joga muita coisa, talvez até melhor do que eu. Segundo ela, quando vai participar de campeonatos de games por ai, e ela dá um coro nos rapazes, começam a chamá-la de "Maria Macho".

Sim, além de loucos anti-sociais, ser gamer também é sinônimo de homossexualismo, na visão de muitos.

Outro caso semelhante ao que aconteceu no programa da Band, foi um desses programas matinais que passava na Rede Record há alguns anos atrás, onde no mesmo tema (videogme e seu vício), mostravam um menininho gordinho, com óculos, e jogando numa TV. Só lembrava das caretas que o gordinho fazia enquanto jogava, parecendo um cara quando tem um ataque epilético. Me lembro dessa cena como se fosse ontem.

Nesse tempo eu percebi que eu não era o único que passava por discriminações por gostar de games. Muitas pessoas também. É triste que as pessoas que não jogam não consigam ver os games da mesma forma que nós. Quando eu compro um jogo, fico maravilhado com sua história, seus gráficos, sua música, cada pedacinho de uma obra que levou meses ou anos para ficar pronta. Naquela tela, você vê o resultado de horas de sacrifício e dedicação, depositados.

São gastos milhões de dólares, horas de sono e tendões na digitação, assim como estou fazendo agora, quando eu deveria estar "de molho". Tudo isso é movido por uma coisa: O amor aos games.

Na terceira parte desse post, vou citar brevemente alguns casos curiosos que já passei, e encerrar esse assunto. Até lá!

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