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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Gamers: Somos loucos? - Parte 3 Finale


Olá pessoal! Estive comentando nos posts anteriores sobre as dificuldades que nós, amantes dos games, passamos com uma sociedade que se faz de cega e surda diante de fatos. Mas, que fatos são esses? Em uma única frase, já foi comprovado que:

O Videogame é uma atividade saudável e melhora a sua inteligência, sua visão e percepção das coisas ao seu redor, além de seu rendimento sexual.

Puuuutz, até mesmo o rendimento sexual é melhorado! Foi comprovado que os "nerds" ou os entisiastas de tecnologia possuem um desempenho melhor na cama. Note-se que entre as pessoas envolvidas estão desenvovedores e designers, entre outros. Curiosamente, tais pessoas também tem uma atração por games.

Ah, e se você duvida, leia esse artigo e esse artigo.

Voltando ao tema aqui, eu me orgulho de ser um gamer e de ter um trabalho voltado a isso. Já mostrei as maravilhas dos videogames para muitos amigos, que atualmente, seguem o mesmo caminho "gamístico" que eu. Tenho dois irmãos que adoram jogar, principalmente jogos violentos como GTA. E tudo por minha influência. Eles são bem saudáveis e simpáticos.

Muitas mães já desejaram a minha morte depois que mostrei como um videogame pode ser divertido para seus filhos. Sinto essas ondas de fúria até hoje, e também vejo os frutos: Mais e mais pessoas se entretendo com seu jogo favorito. Parece que sou visto como um "traficante" que viciou seus filhos, o que me deixa triste.

Mas eu cresci, e essas pessoas também crescerão. Assim como a "velha guarda" dos anos 70 e 80, hoje são pessoas capazes de lutar por um ideal, a nova geração gamística também crescerá. Vários "Moacyrs" se levantarão e dirão com mais certeza "que:"

- Videogame não é bobagem.
- Videogame é arte.
- Videogame é emoção.
- Videogame é tensão.
- Videogame é vitória e derrota, é esporte.
- Videogame é cultura: Você aprende inglês por ele (eu aprendi e falo muito bem), aprende costumes de outros povos e aprende história (jogos da Segunda Guerra, por exemplo).
- Videogame é diversão: Não nada mais gostoso que juntar um bando de amigos e jogar até altas horas.
- Videogame tem tradição
- Videogame tem história
- Videogame gera empregos
- Videogame sustenta famílias: Se você duvida, pergunta para algum desenvolvedor de jogos, ou outro profissional da indústria e da imprensa. Salvo exceções (Brasil), onde jornalismo de games é um sacrifício de se fazer.
- Videogame influencia a economia de um país: Ou você acha que um jogo que vende 5 milhões de unidades a US$ 50 (apenas unidades originais), não influencia no PIB de um país? Só se US$ 310 mihões não significar muito para você. Detalhe: Essas são as vendas de um único dia, (fonte) de CoD Modern Warfare 2. Imagine em um ano (365 dias).

Além disso, posso muito bem mostrar que eu, você leitor e gamer, e toda a comunidade que luta por um preço justo nos jogos, e que deseja mostrar a maravilha de um belo jogo a alguém que não sabe apreciar um bom título, que nós:

- Não somos retardados
- Não somos anti-sociais por causa dos games (se a pessoa for, outros fatores ajudaram a isso)
- Gostamos de sair para eventos e conhecer gente nova
- Nós namoramos
- Nós casamos e temos famílias (de gamers).
- Nós não somos perfeitos
- Nós somos tão bons quanto os que não jogam videogame (em alguns casos podemos ser melhores, ou piores)
- Nós podemos ser amigos


Você, que nunca jogou videogame na vida, nunca é tarde. Por que não tenta? Muitos pais de família são jogadores "viciados", assim como eu sou. Pare de ver a roupa suja do seu vizinho pela janela. Pode ser que seja a sua janela que está suja.

Seja um gamer, seja um apaixonado pela vida. Nada melhor do que assistir um pôr de sol, sentindo um ventinho gostoso nos cabelos (eu não tenho cabelo, então digo "no rosto"), e logo após isso, tirar uma partida de Team Fortress 2 ___________ (inclua seu jogo favorito aqui).

Bom gente, é isso. Já passaram por uma experiência semelhante de discriminação por ser gamer? Vamos trocar idéias e vamos nos unir ao Projeto Jogo Justo. Criado por gamers, para os gamers.

Termino com um vídeo que mostra que: Videogame é sim, cultura. Assistam e reflitam:




Um grande abraço, irmão gamer!

Gamers: Somos loucos? - Parte 2


No último post comentei sobre uma entrevista feita com Moacyr Alves, no programa Dia Dia da Band, que tentava mostrar o gamer como um jogador dependente e que precisasse de um tratamento. Assim que vi o vídeo, gravado em 2009, me lembrei de vários momentos que passei em minha vida pessoal apenas pelo fato de eu gostar de games.

E eu não sou o único. Todo mundo que gosta de video game, sem exageros, todas as pessoas que jogam videogame, são consideradas, em alguma vez na vida, pessoas que precisam de ajuda. Se o menininho gosta de jogar na casa dele, ele precisa de ajuda, porque o correto é ele ficar na rua com seus amiguinhos jogando futebol e empinando pipa (ou papagaio, dependendo da região). Essa é a imagem do brasileiro saudável.

Querem saber de uma coisa, caros leitores? Antes mesmo de eu sequer pensar em ter um video game, eu já ODIAVA jogar futebol, e ODIAVA empinar pipa, coisas que não suporto (e nunca me dei bem) até hoje. É uma coisa minha, e respeito que gosta. Mas isso não fez parte de minha infância e não me arrependo disso. Repito: Isso foi ANTES de eu jogar videogame, e eles não foram a causa de eu sentir repulsa por essas atividades.

Tenho uma amiga chamada Stephanie (bjos!), e ela adora videogame, desde criança. Joga muita coisa, talvez até melhor do que eu. Segundo ela, quando vai participar de campeonatos de games por ai, e ela dá um coro nos rapazes, começam a chamá-la de "Maria Macho".

Sim, além de loucos anti-sociais, ser gamer também é sinônimo de homossexualismo, na visão de muitos.

Outro caso semelhante ao que aconteceu no programa da Band, foi um desses programas matinais que passava na Rede Record há alguns anos atrás, onde no mesmo tema (videogme e seu vício), mostravam um menininho gordinho, com óculos, e jogando numa TV. Só lembrava das caretas que o gordinho fazia enquanto jogava, parecendo um cara quando tem um ataque epilético. Me lembro dessa cena como se fosse ontem.

Nesse tempo eu percebi que eu não era o único que passava por discriminações por gostar de games. Muitas pessoas também. É triste que as pessoas que não jogam não consigam ver os games da mesma forma que nós. Quando eu compro um jogo, fico maravilhado com sua história, seus gráficos, sua música, cada pedacinho de uma obra que levou meses ou anos para ficar pronta. Naquela tela, você vê o resultado de horas de sacrifício e dedicação, depositados.

São gastos milhões de dólares, horas de sono e tendões na digitação, assim como estou fazendo agora, quando eu deveria estar "de molho". Tudo isso é movido por uma coisa: O amor aos games.

Na terceira parte desse post, vou citar brevemente alguns casos curiosos que já passei, e encerrar esse assunto. Até lá!

Gamers: Somos loucos? - Parte 1


Aqui estou eu, desobedecendo a ordem do meu médico para ficar longe dos teclados e de qualquer coisa que venha a inflamar mais os meus tendões. Mas eu vi algo na tarde de hoje (26/07) que me fez pensar muito, e decidi que vale a pena gastar um pouco mais do meu músculo em uma coisa que eu gosto, e que respeito: O videogame.

Primeiramente, falarei de mim: Eu tenho 26 anos, sou formado em Administração de empresas, e atualmente trabalho como escritor em vários sites na internet, um deles é o Fliperamablog, que fala justamente do tema que mais me apeteço no quesito "entretenimento" (o que já pode abrir espaço para piadinhas, que citarei logo abaixo). Gosto de sair para festas, ir em eventos e me amarro em informática.

Falando dos games, eu sou um jogador "viciado". Passo de 4 a 5 horas (quando o tempo permite) jogando alguma coisa, e um dos meus jogos favoritos é Team Fortress 2. Eu também gosto muito de ler, principalmente notícias, e por isso gosto de me informar sobre a indústria dos games e o mundo em geral.

Dadas as informações acima, pergunto a você, caro(a) leitor(a): Que tipo de pessoa é essa?

- Um profissional da área de gerenciais?
- Um escritor (que tenta ser) famoso?
- Um "sem vida social" que só sabe jogar videogame?

Se sua resposta foi a terceira, então recomendo que leia até o final para saber algumas verdades que sempre estiveram diante de você, mas que ainda não foram aceitas por alguma razão.

Primeiramente, uso como base o post feito pelo blog Girls of War, que mostra uma matéria que foi feita no programa "Dia Dia" da TV Bandeirantes em abril de 2009. Onde levaram o psicólogo Aderbal Vieira Júnior. Notem que destaquei a palavra "Psicólogo" por uma razão. E também foi convidado para o programa o Colecionador de jogos Moacyr Vieira Júnior, que também é o idealizador do projeto Jogo Justo, que você, amante dos games, deve colaborar.

A intenção do programa era mostrar como as pessoas que jogam muito videogame se tonam anti-sociais e que podem ser classificadas como "dependentes". Vejam o vídeo a seguir:





Agora vamos analisar o vídeo. Vejam que as apresentadoras tentam de qualquer forma mostrar que o Moacyr é um doente anti-social, mas ele manteve uma postura muito comum em nós que passamos horas jogando. E o melhor, foi quando falou que até sua esposa joga junto com ele e sua filha, além de preferir as atividades caseiras (como o vídeo game) ao invés de ficar na rua, com toda a violência que existe hoje em dia.

Depois de verem que o Moacyr não se mostrava como elas gostariam que fosse, ou seja, um psicótico por games, elas pararam de entrevistá-lo e falaram apenas com o psiquiatra, como elas o chamam. Mas perai, ele não era um psicólogo? Para você ver como querem nos taxar como "loucos".

O legal também foi o doutor dizer para a apresentadora o seguinte: "Ele sabe quanto tempo ele joga, logo, ele controla o vicio dele…"

Queriam mostrar para o público a imagem de um gamer doente, só que nem a "linguinha de fora" apareceu. Uma vitória para os Gamers, que sempre são considerados como desequilibrados emocionalmente e socialmente por causa de seu passatempo.

Na segunda parte do post, falarei um pouco mais sobre isso, aguardem!