quarta-feira, 23 de junho de 2010

Michael Pachter: Odiado por gregos e troianos



Nesse post eu vou comentar sobre uma área que, modéstia  à parte, tenho alguns argumentos a mais: Vou falar de Games! Quase nunca falo disso, não é mesmo?

Brincadeiras à parte, hoje de manhã eu vi um post que me deixou indignado. Resolvi escrever aqui no blog logo depois de ler as barbaridades do post (estou fazendo suspense) que irei mostrar logo logo, mas eu pensei melhor e resolvi continuar o meu dia, em paz e tranquilo. Mas algo me incomodava.. Preciso me expressar um pouco.

Enfim, vi esse post no site GameVício, onde em resumo, o analista financeiro do mercado de games, Michael Pachter, diz que achou o Need for Speed: Hot Pursuit, apresentado na E3 2010, foi o jogo que mais lhe chamou atenção, e que provavelmente os jogadores gastarão bastante dinheiro nesse jogo, o que seria bom para a companhia.

Até ai tudo bem, é a opinião do cara e ele costuma ser meio polêmico no que ele diz a respeito de situações da indústria de jogos, que atualmente pode se equiparar com a indústria de filmes, tendo em vista jogos que custam US$ 100 milhões para ser produzido. Pachter tem a fama de "falar besteiras", ao menos na concepção dos leitores, e algumas de suas declarações até são meio duras de aturar, mas uma coisa nele me admira:

Ele é "pró-publisher", ou seja, está do lado do desenvolvedor, dos designers e da equipe de dezenas de profissionais que gastam horas e horas, durante meses e anos para fazer um jogo decente e colocar no mercado, mercado esse cheio de lacunas graças à pirataria de jogos. Pachter pensa mais no desenvolvedor de jogos e o que beneficiaria a eles, do que os jogadores. Por isso ele é odiado.

Jogo de graça todo mundo quer ter, não é? Um modo multiplayer que tenha uma taxa mensal a ser paga ninguém gostaria, nem mesmo eu, que joga horrores na internet e 90% do tempo é em multiplayer. Mas se pararmos para pensar no lado dos desenvolvedores e, repito, no trabalho que envolve a criação de um jogo, o argumento de que um modo multiplayer possa ter assinatura mensal, pode até ser plausível, e atualmente alguns jogos funcionam dessa forma.

Por essa razão que eu gosto dos comentários que o Pach diz em seu programa no site GameTrailers, ele assumidamente não defende os jogadores, apoia as formas que as produtoras adotam para arrecadar mais receita em seus jogos, e também odeia jogadores de PC, assim como eu, pelo simples fato dos jogadores de PC quebrarem a motivação de muitas desenvolvedoras por causa dos malditos Torrents, também conhecido como "faca de dois gumes".

Ah, e para terminar, ele odeia fanboys. Não preciso dizer mais nada.

Eu sei que essas palavras não irão reduzir a quantidade de pessoas que o apedrejam, que o chamam de louco e outras coisas piores, mas creio que ter o bom senso de analisar o outro lado da moeda (produtoras), também é interessante. Até a próxima!

terça-feira, 22 de junho de 2010

6 - Diário Profissional: O Início



Estava começando a sentir falta de escrever aqui. Tive a idéia de escrever algumas coisas interessantes que já aconteceram em minha vida profissional até hoje, e dividir esses momentos com os leitores. Ah, uma coisa: Coloquei o título do post como "Diário", mas não seria bem um  diário, eu nem gosto de diários. É que não veio outra coisa na mente ao fazer o título, então ficou "diário" mesmo.

E é melhor eu fazer logo antes que eu me esqueça. Infelizmente um de meus defeitos é esquecer de coisas simples e só me lembrar delas quando já é tarde, odeio isso, mas desde criança sou assim. Aí fico parecendo meio "alienado" em certos momentos, isso é bem estranho.

Eu lembro de meu primeiro emprego como se fosse ontem. Foi em uma fábrica (fundo de quintal) de cintos. Fiquei cerca de seis meses por lá, e nesse lugar eu levei a sério a expressão "começar por baixo". Trabalhava muito e ganhava, literalmente, pouco. Menos de um salário mínimo (não preciso dizer se eu era registrado e tal).

As atividades que eu realizava nesse lugar eram as mais variadas, todo o processo para a fabricação de um cinto (e olha que o treco é demorado). Eu cortava uma peça grande de couro, passava cola de sapateiro nessa pedaço de couro cortado, depois cortava a peça de couro no formato de um cinto, outro cara costurava, depois colocava rebites e a fivela, depois fazia os furos, e empacotava. Era um processo trabalhoso de se fazer.

O momento que mais me recordo (ou em parte), foi um dia em que a cola de sapateiro acabou, e os patrões foram comprar mais. Ai eles trouxeram uma cola que veio lá do nordeste do país, de uma marca diferente. Quando abriram a lata, que cheiro forte saía de dentro dela! Nunca tinha sentido um cheiro tão forte de cola antes.

E não parou por ai. Quando a cola cheirosa foi aberta, um funcionário (éramos em 4 pessoas) e o outro colega foi passar a cola no couro que ficava em uma outra sala, sem janelas ou outra ventilação. Estávamos acostumados com isso, nunca passei mal por causa disso. Mas não tinha passado nem dez minutos, um dos rapazes que tinha ido até a outra sala chamou o pessoal de fora para ajudar o colega que estava passando mal lá dentro.

O patrão entrou na sala pra ajudar o colega que estava sentado no chão com tontura, enquanto isso mandaram os outros dois rapazes (eu e o outro cara), para terminar de passar a cola no couro, já que não podia demorar, senão a cola ia secar e estragar o couro. Comecei pensando que não ia acontecer nada, apesar do cheiro super forte da cola.

Mas isso durou pouco. Em poucos segundos, algo nascia dentro de mim. Foi uma sensação estranha que é difícil de explicar. Uma euforia sem igual explodiu dentro de mim, e só tive tempo de gritar: "ME AJUDA PORQUE NUM TO LEGAL, AHHHH", e me joguei em cima do couro melado de cola, dando risada igual a um... a um "nóia". Sim, posso dizer que eu já me entorpeci com elementos químicos por acidente.

A outra coisa que me lembro depois disso (tudo girava), foi que me levantei da mesa onde estava com o corpo estirado, e comecei a sair correndo até o portão da fábrica. Depois disso eu escalei o portão e comecei a gritar igual a um macaco revoltado em cima da árvore. Saltei do alto do portão e deitei de costas na calçada, olhando para o céu... não me lembro de mais nada. Depois de um tempo eu acordei e tomei um copo de leite (diz que evita tontura, discordo) e tirei o resto do dia de folga.

Foram poucos meses, mas essa foi uma das experiências mais bizarras que passei em público. Em breve eu comento outros casos interessantes que aconteceram em meus outros trabalhos, até a data de hoje. Até lá!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

4 - Fanboys - Parte 2 e mais idéias


Eu sempre tenho o hábito de escrever aqui nesse blog durante as altas horas da noite. Motivo? Tudo o que poderia acontecer no dia ja aconteceu, e normalmente já estou relaxado depois de uma boa janta e um bom banho. Assunto nunca falta.

Vou terminar o que prometi continuar no  post número 3 sobre Fanboys. na verdade não vou me extender muito em um assunto que quero ser bem curto e grosso, como fui no post número 3.

Fanboys é um tipo de fã que excede o simples hobby de gostar de algo, e chega a ponto de se tornar na maioria das vezes irritante com seus argumentos. Nada do concorrente presta, apenas seu produto favorito é o melhor e o resto é um lixo. Desde criança nunca gostei do jeito das pessoas que são verdadeiras fanáticas sobre algo que curtem, chegando a esse ponto do "fanboyismo", e sempre digo a mesma coisa para as pessoas que conheço que agem assim.

Eu sou um cara que joga muito Team Fortress 2 no PC. Adoro. Tenho duas camisetas do TF2, tenho um chaveiro do TF2, tenho uma caneca do TF2 (não estou brincando, eu tenho de verdade). Mas não me considero um fanboy de TF2, porque o jogo tem muitos defeitos, e consigo ver qualidades superiores em jogos concorrentes, mesmo assim não fico me sentindo um lixo desvalorizado quando outros jogos são "mais legais" que TF2 em algum aspecto. Mas são opiniões, e assim como as bundas, cada um tem a sua.

Agora, a E3 terminou. Não fui para lá mas fiquei acompanhando praticamente tudo o que saia nos sites para me manter informado. Gosto desse evento e todo ano eu fico assim. Agora, dá para continuar com o trabalho normal, e amanhã tem novidade bacana no Fliperamablog. Depois de muitas madrugadas trabalhando nas legendas de um vídeo, e o apoio dos "manos", finalmente ele está pronto!

Preciso também pensar em um texto (coisa muito difícil de eu fazer) para a redação que me solicitaram no meu curso, tenho o tema em mente mas preciso colocar em prática. O tempo voa, e as coisas mudarão, pessoas partirão e outras novas apareceção. Enfim, a vida está legal!

Até a próxima pessoal!

Especial: Cala a Boca Galvão, como assim?



Esse post nada mais é do que um  e-mail que recebi de minha amiga Ellen, a respeito da grande repercussão que a brincadeira "Cala a Boca Galvão" teve no Twitter. Sem acrescentar mais nada, irei transcrever o texto que recebi no e-mail e deixo para os leitores refletirem e comentarem. Ah, o post sobre os Fanboys virá em seguida.

Faço de todas as palavras da mensagem a seguir, as minhas e a minha humilde opinião, porque me identifiquei muito com o texto a seguir:

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O novo universo virtual produz fenômenos globais de massa, instantâneos e inusitados.

Desde a semana passada, o mundo se pergunta: o que é “CALA BOCA GALVÃO”?
Alguns brasileiros gaiatos postaram no micro-blog Twitter o bordão dos campos de futebol conhecido de todos nós “Cala boca Galvão”, o qual, como todos sabem, exprime a impaciência de muitos torcedores com o estilo de narração do nosso mais famoso comentarista esportivo, Galvão Bueno.
 


Dizem que isso começou porque o Galvão não gosta dos times do Sul, mas a verdade é que é um fenômeno nacional. E, por algum insondável motivo, muita gente agora acha que ele diz um monte de bobagens: “Cala boca Galvão”, efetivamente, remete-se ao bom e velho “Cala boca Magda”, do seriado cômico “Sai de Baixo”, que caiu no gosto do povo. O texto da Magda era realmente muito bom.

Mas aí a turma logo se identificou e retwittou freneticamente o “Cala boca Galvão”. A brincadeira começou a ficar interessante quando o tema figurou entre os mais twittados no mundo todo. Realmente, não tem preço os gringos se perguntando: o que é “Cala boca Galvão”?

Nossos gaiatos, então, contaram aos gringos que se tratava de uma campanha para salvar um pássaro da extinção - o Galvao Bird - cujas penas seriam utilizadas indiscriminadamente nos desfiles de carnaval. Inventaram até um bispo que estaria à frente da campanha. E aplicaram que, a cada novo twitt, dez centavos de dólar iriam para uma suposta conta bancária, criada por uma fictícia ONG, para salvar os coitadinhos dos pássaros: Help us Save Galvao Bird, dizia até um videozinho postado no YouTube: Save Galvao Birds Campaign

Os gringos caíram! E o “Cala boca Galvão” foi retwittado aos milhares. Tornou-se o tema mais falado no Twitter, despertando interesse geral, feito noticiado até nos blogs do New York Times. Veja aí o link: Tweets of Fictional Galvão Birds Echo Online

Na twittosfera, conta-se que o responsável por revelar aos gringos o verdadeiro significado do “Cala boca Galvão” foi o Paulo Coelho. Não faltou quem começasse a twittar, então, “Cala boca Paulo Coelho”.

O fenômeno evoca algumas breves considerações.

Vejam, em primeiro lugar, como uma simples frasezinha pode ganhar o mundo em curto espaço de tempo! Evidencia-se o quanto a sociedade civil pode forjar notícias, o que antes parecia ser apanágio, sobretudo, da mídia estabelecida, de grandes corporações, pessoas notáveis ou de governos.

É claro, impressiona, também, que uma causa desimportante e piadista seja capaz de tamanha mobilização. Reflexos desses tempos pós-modernos, em que a idiotia foi entronizada: se o BBB é fenômeno de audiência, o “Cala boca Galvão” pode virar notícia internacional.

Nota-se, além disso, o quanto na Internet coexistem essas duas potências: o global instantaneizado e a localização do glamour. Sim, porque salvo algumas estrelas globais, o glamour popular é local. A Internet, é, assim, também fronteirizada. Percebamos o destaque que ganham, neste contexto, o Brasil, os brasileiros e a língua portuguesa.

Por outro lado, é impagável o registro a propósito da idiotia das pessoas quando se trata de alguma suposta causa em defesa do meio ambiente: qualquer patuscada passa batido, tamanha a credulidade da massa internáutica. Ingenuidade que passa também pela disposição em acreditar que um twitt pode ser convertido em dinheiro destinado a uma conta bancária! Muitos caíram feito patos na história e sequer se deram ao trabalho de verificar a veracidade da história, se existiam ou não os Galvao Birds, se a tal ONG era real ou não.

Sim, a sociedade civil tem uma poderosa arma de mobilização nas mãos, no mundo atual. Mas, como mostra o cômico da situação, essa é também uma arma perigosa, vez que as pessoas parecem dispostas a acreditar em qualquer besteira. O episódio é mel na sopa dos que sustentam não passar a tese do aquecimento global de uma conspiração de cientistas militantes que acreditam os meios justificarem os fins.

Finalmente, resta observar como a Rede Glóbulo, sempre tão rapidinha para levar às telas esses fenômenos jocosos da Internê, abordará o “Cala boca Galvão”. Pois, afinal, se trata de um golpe, maroto, é verdade, sobre as grandes redes de jornalismo e transmissão.


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Até a próxima!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

3 - Fanboys - Parte 1



Aqui estou de volta, depois de um início de semana bem agitado por causa da E3 em Los Angeles e as conferências que aconteceram durante esses dias. Eu posso dizer que não estava tendo muito tempo para mim mesmo nem durante a noite, pois eu estou correndo para terminar de legendar o vídeo que vai para o ar no final dessa semana no Fliperamablog.

Mas antes de continuar o trabalho das legendas, precisava encontrar um tempinho para falar aqui sobre algumas coisas. É tanta coisa interessante que acontece em tão pouco tempo que eu preciso me esforçar para lembrar de tudo, mas vou tentar.

Falando da E3, pela primeira vez eu acompanhei as conferências ao vivo nos sites de streaming de vídeo. Antes eu não conseguia por causa do meu outro trabalho, mas agora a vida é outra. Gostei das apresentações das "Três Grandes" empresas do mercado de games, sendo que a Microsoft, na minha opinião, foi a mais fraquinha de todas.

O nome "Kinect" também é estranho demais, pelamor! Eu fiquei impressionado quando a garotinha que estava brincando com o tigre virtual no jogo "Kinectmals" começa a se contorcer como se estivesse sentindo cócegas virtuais. Será que algum dia chegaremos a esse nível de realismo? Não duvido de mais nada.

A conferência da Nintendo que aconteceu no dia seguinte foi legal, gostei do novo Zelda, mesmo que não tenha nada de maravilhoso a ser mostrado. A cereja do bolo da Nintendo realmente foi o 3DS (e as gatinhas que estavam com o portátil preso na cintura para testar), que dispensa o uso de óculos 3D para ter essa sensação.  Estou curioso para saber como vai ser, pode ser que eu compre futuramente.

A conferência da Sony foi tão legal quanto, mas teve um diferencial em relação às outras duas: Kevin Butler e Gabe Newell. Ok, vou explicar com calma para verem que tenho alguma razão para achar isso. Primeiramente, a Sony começou devagar, como se estivesse guardando o melhor para o final (básico de uma apresentação), e depois de mostrar Killzone 2 e falar algumas besteiras, eis que entra no palco Kevin Butler (Jerry Lambert), que na minha opinião foi o salvador da campanha de marketing fracassada que a Sony fez no começo das vendas do PS3, tornando um produto sério e quadrado em algo divertido nas propagandas.

Butler não é criador de jogos, mas tem carisma, e seu bom humor fez a platéia vibrar assim que chegou. Depois de falar muita baboseira engraçada, ele se retira do palco e ai sim, o público começa a ver jogos exclusivos de PS3 para os próximos meses. Devo admitir que apresentar Butler antes dos jogos foi uma jogada de mestre da Sony, pois a platéia se empolgou e ficou mais receptiva a novidades, deixando a conferência mais animada para receber notícias.

Além de Butler, outro que chamou a atenção foi, primeiramente, GLaDOS, a inteligência artificial inimiga do jogo Portal, da Valve. Assim que GLaDOS começou a falar, e Newell entra ao palco, mais alvoroço do público que certamente esperava Half Life 2 - Episode 3, mas não foi dessa vez, falando apenas de Portal 2. O resto dos jogos foram mostrados sem maiores manifestações, mas com empolgação dos expectadores, graças às duas figuras simples citadas acima.

Bom, falei muito de E3, falei mais da Sony do que das outras plataformas e isso pode gerar um incômodo de fãs de outros consoles, os famosos "Fanboys" - Vou ser bem direto quanto à minha opinião sobre Fanboys, que é a mesma do analista financeiro de games Michael Pachter, outro cara odiado por muitos jogadores por falar muitas verdades que ninguém gosta de ouvir, disse o seguinte em um de seus programas:

"Não gosto de Fanboys, e se você é um Fanboy, você é um merda."

Isso resume minha opinião sobre Fanboys. Como já escrevi muito, vou deixar a continuação dessa matéria para o próximo post, logo mais! Opinem, me xinguem e chorem, todos são muito bem vindos!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

2 - Projetos e Nerds






Mais um dia frio está terminando, parece que nunca vou me acostumar com o frio. Sempre fico tremendo igual a uma vara verde quando um vento gelado passa por mim. Ainda assim, eu mantenho o que disse no post anterior, de preferir dias frios do que os quentes. Prefiro tremer como uma vara verde do que transpirar como um porco desidratando.

Preferências climáticas à parte, o dia de hoje foi bem interessante no meu trabalho. Está prestes a começar a E3, um dos maiores eventos da área de games que existem no ocidente (no oriente existe a Tokyo Game Show, da mesma magnitude), então assunto legal não faltou para essa área. Na verdade eu gostaria de escrever mais, só que infelizmente tenho um limite diário para liberar meu vício.

Além da E3, outras idéias legais estão sendo executadas, e outras estão para começar. Estamos legendando os vídeos de um seriado americano chamado Angry Video Game Nerd, o cara é uma figura só. Para quem não conhece, basta acessar esse link. Em um dos fóruns onde fizemos a divulgação um dos membros disse ter ficado impressionado pelo fato do ator (sim, é um ator) que faz o "Nerd" ser casado, pois ele nunca viu um nerd casado.

Ah, pelamor... Eu pensava que esse estereótipo (e da mesma forma eu tratei isso no fórum) já tinha acabado há um bom tempo, afinal de contas, estamos vivendo tempos onde homossexuais fazem festa na cidade, para mostrar que possuem dignidade e merecem respeito. Me parece que a população têm aceitado numa boa essas mudanças na sociedade, então, o que seria tãão impressionante em um "Nerd casado"? Eu iria até mais longe, e diria: "Nerd Virgem".

Em alguns eventos que presenciei, vejo pessoas que gostam de video games, revistas em quadrinhos, séries espaciais e por ai afora serem tratados como "eternos cabaços", aqueles que nunca terão sucesso na vida amorosa, que por sua vez serão infelizes o resto de suas vidas. Qualquer pessoa crescida mentalmente sabe que isso não é verdade, e que as mulheres preferem os mais inteligentes do que os marombados festeiros. Desafio alguém provar o contrário.

O que realmente acontece, e que eu não posso negar, é que muitas pessoas que são assim tem uma certa dificuldade de "dar o primeiro passo", ou algo do tipo. Mas uma hora chega, e a panela nerd conhece sua tampa, é fato. Ah, e sim... Quem não é nerd também tem esses problemas de relacionamento, então não dá para considerar isso uma vantagem de não ser fã de quadrinhos ou video games.

É questão de cultura. Infelizmente, problemas culturais esse país tem de monte, mas não esquento tanto a cabeça com isso. Acho muito mais interessante usar meu tempo em coisas mais úteis em minha vida. Estamos para iniciar uma programação de podcast em um dos blogs, vai ser bacana. Acho que vai ser uma forma a mais de nos aproximarmos do leitor e interagir com eles, procuro formas de fazer isso já faz tempo, vamos ver no que vai dar.

Ah, e enquanto eu procurava uma imagem para ilustrar esse post, "guess what..." achei esse post que fala dos tipos diferentes de nerds que existem. Já adianto que eu sou o número 3.

E acabei de ter uma idéia. Se você quer me perguntar alguma coisa, fique à vontade. Vou publicar sua pergunta aqui no blog e responder com toda a honestidade. Eu sei que existe aquele site, o Formspring (inclusive eu tenho uma conta lá), mas aqui no blog fica mais legal de responder, confiem em mim. Mesmo com um público pequeno lendo isso, fico aberto a responder qualquer pergunta com toda a minha sinceridade, que as pessoas que me conhecem sabem como é. Usem o formulário de comentários para fazer as perguntas, obrigado!

Por enquanto é isso. Bom fim de semana para todos, e não sei se irei postar nesse sábado. Se eu tiver vontade, talvez. Mas tenho que legendar um grande vídeo que vai tomar um grande tempo meu e meu humor não está lá essas coisas, mas depois comento a respeito para não ficar muito clichê. Então, até a próxima!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

1 - O começo



Aqui estou eu, iniciando mais um blog. Mas esse eu quero fazer de uma forma diferente, quero que seja algo discreto. Bom, não existe discrição na web, mas ao menos quero que esse blog seja pequenino, apenas para uma quantidade não muito grande de pessoas. Não vou me esforçar muito em divulgá-lo, e não quero transformá-lo em "meu diário de confidências", o que eu particularmente acho ridículo (me desculpem quem pensa o contrário).

As pessoas que me conhecem nem sempre sabem de minha paixão, que é a escrita. Sabe, eu comecei a escrever em blogs há alguns anos atrás e desde o primeiro post, percebi que isso seria algo que duraria muito em mim, se enraizaria em mim de tal maneira, que me fizesse tomar um grande decisão em minha vida profissional para que pudesse seguir com mais dedicação esse caminho.

Não posso dizer que tenho o melhor emprego do mundo, mas posso dizer que estou feliz com o que tenho. Não tenho o melhor salário do mundo, mas é melhor do que o de muita gente que acha que esse trabalho não é digno de atenção, ou baixando ainda mais o nível, que seja "coisa de playboy". Conheço minhas origens e sei o que passei para digitar essas palavras nesse momento.

O que mais dizer a respeito de mim? Não sei, não gosto de falar muito de minha vida pessoal, não é algo que deve ser espalhado na internet. Mas algumas coisas que acontecem no dia podem ser interessantes de comentar.

Dia dos namorados está chegando, pow, bacana! Lembro que há cerca de 2 anos atrás, eu escrevi um post a respeito desse dia em um de meus primeiros blogs pessoais, a "Pousada do Phoenix" (o nome era complicado, eu era iniciante na blogosfera, então me entendam), parei de digitar aqui para ler o que eu havia escrito nesse post.

Uau, eu realmente estava inspirado nesse dia! Me chamaram até de "Conselheiro do Amor". Bah, a pior mentira que já me contaram. Não sou tão experiente a esse ponto para dar conselhos. O que escrevi naquele texto na época, foi algo que simplesmente "brotou" em minha mente, assim como essas baboseiras que você, caro leitor, está lendo. É meu vício, é minha paixão.

Não sei ainda se procuro me especializar nessa área, atualmente sou formado em Administração de Empresas, mas parece que minha vocação está em outro lugar. Ainda irei descobrir, mas até lá, estou feliz com o que faço em minha vida. Bom, está tarde e quero relaxar um pouco, vou jogar um pouquinho de Team Fortress 2 (hobby que adoro) e esperar o sono chegar.

Ah, eu havia me esquecido! Gostaram do plano de fundo do blog? Eu achei interessante. Lembra uma janela em um dia gelado. Adoro o frio, as melhores idéias vem em dias frios, isso é fato. E gosto de olhar no horizonte pela janela no alto de minha casa para pensar, e esse plano de fundo me lembrou isso.

Por enquanto é só, escrevi demais para um post de estréia de um blog sem público e sem compromisso. No mais, foi um prazer ter um pouco de seu tempo, dedicado à leitura desse texto.

Escreverei mais em breve, não irei demorar. Até lá, podem me acompanhar no Twitter ou em algum dos sites em que escrevo. Até mais!